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A obesidade – A epidemia do Sec. XXI
Actualmente, existem diversas informações e dados que tratam e abordam a doença crónica que afecta primordialmente os países desenvolvidos – a obesidade. Por isso, iremos apresentar este tema, que está totalmente relacionado com a prática desportiva e com uma alimentação equilibrada.Para desmistificar este problema, que resume-se no excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. Iremos demonstrar os tipos de obesidade, as suas causas, os factores de risco para a saúde, as consequências desta doença, as alterações socioeconómicas e psicossociais que esta provoca, como também alguns dos métodos de a determinar e diagnosticar tanto em adultos, como em crianças. De acordo com a OMS, podemos identificar e classificar três tipos de obesidade. - A obesidade andróide, abdominal ou visceral que resume-se na acumulação de tecido adiposo metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. Este tipo afecta principalmente o sexo masculino e está associado a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidémia (aumento de gorduras no sangue ou “sangue gordo”), além de doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como a síndrome do ovário poliquístico e a disfunção endotelial (ou seja, deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo. - A obesidade do tipo ginóide que ocorre quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. Este tipo afecta principalmente o sexo feminino. - A ‘Obesidade Mórbida’, ‘Extremamente Elevada’ ou ‘Muito Grave’, são várias formas de designar uma das doenças mais graves que tem como consequência principal a redução da qualidade de vida do obeso. É a segunda causa de morte evitável no mundo. É considerada uma doença, pois os seus sintomas desenvolvem-se lentamente ao longo dum largo período de tempo. Mas para existirem estes tipos de obesidade, é necessário existir causas que culminam numa destas três opções de tipo de doença. Por isso, devemos saber que a obesidade é o excesso de gordura que resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, isto é, a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Este desequilíbrio depende de factores complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.
Um estilo de vida sedentário, uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, hidratos de carbono e álcool leva à acumulação de excessos de massa gorda, contribuindo para a obesidade e para outros problemas de saúde.Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina que a acumulação de gordura na zona abdominal varia de pessoa para pessoa, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da actividade física. Portanto podemos identificar uma lista de possíveis factores de risco, que aumentam a possibilidade de “apanhar” esta epidemia, como por exemplo: - Uma vida sedentária - quanto mais horas de televisão, jogos electrónicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade; - A zona de residência ser urbana - quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade; - O grau de informação dos pais - quanto menor o grau de informação dos pais, maior a prevalência de obesidade; - Factores genéticos - a presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar; - A gravidez e a menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso. E com todos estas possíveis causas para o aparecimento da obesidade, poderemos verificar também algumas consequências para a saúde que a doença acarreta. Demonstrando-se principalmente nos seguintes aspectos: -Aparelho cardiovascular - hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito; -Complicações metabólicas - hiperlipidémia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2 e gota; -Sistema pulmonar - dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndroma de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar; -Aparelho gastrointestinal - esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon; -Aparelho genito-urinário e reprodutor - infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo; -Outras alterações - osteartroses, insuficiência venosa crónica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas. E como não é a saúde unicamente a ser afectada pela doença, também há alterações sócio-económicas e psicossociais que baseiam-se na discriminação educativa, laboral e social, no isolamento social, como também no aumento da probabilidade de aparecer uma depressão e perda de auto-estima. Mas como só a morte não tem remédio, há formas de prevenir a obesidade. Das quais baseiam-se numa dieta alimentar equilibrada e numa actividade física regular. (Um pequeno conselho – não sejam vitimas de publicidade de marketing pois não existe nenhum produto eficaz para emagrecer, como também não façam “cortes” alimentares, pois estes métodos de emagrecer não têm muito resultado e são prejudiciais para a saúde. Nada substitui uma dieta equilibrada e um bom exercício físico regular. E caso tenham dúvidas, contactem um nutricionista.) Por fim, para evitar que haja dúvidas acerca do diagnóstico desta doença, a forma mais correcta é o recurso do IMC. Como o grupo da alimentação já abordou esse assunto, aqueles que estiverem interessados, poderão aceder a essa informação aqui! |
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